MEIOS DE
COMUNICAÇÃO DE MASSA
MASS MEDIA
= meios de comunicação de massa,
|
/
simplesmente chamados de mídia
do
inglês do latim
massa
meio
Meios de comunicação de massa ou mídias são os meios ou canais de
comunicação usados na transmissão de mensagens a um grande número de
receptores. Nas relações sociais de comunicação (dia a dia ), os meios de
comunicação de massa mais comum são os jornais/as revistas, o rádio, a
televisão e, o mais recente, a Internet. As obras de Cinema, de Teatro e de
outros tipos de Artes também se tornaram meios de comunicação de massas, mas
artísticos.
O jornal foi o primeiro meio de comunicação de massa criado pelo homem:
originário dos documentos informativos dos navegadores do século XVI, esse
meio originalmente impresso tomou a forma que tem hoje em 1836, na França; o
jornal, hoje, também tem a forma falada (imprensa falada), no rádio, e a forma
televisiva (imprensa televisada). Veracidade, imparcialidade, objetividade e
credibilidade são as qualidades que garantes o sucesso de um jornal. A base do
jornalismo é a notícia, seu objeto e seu fim (o resto é secundário).
A função principal da linguagem nesse meio de comunicação é a
referencial ou informativa. Para que o receptor tenha acesso à mensagem
veiculada por esse meio, é preciso que ele saiba ler e escrever, ou seja,
pertencer a uma parcela privilegiada da sociedade (elite).
O rádio ainda é o meio de comunicação mais popular que existe já que
para ter excesso às mensagens que ele veicula o receptor não precisa ler e
escrever: o rádio é um meio que se utiliza da linguagem verbal oral, a
linguagem que todos os ouvintes sabem usar desde que aprenderam a falar.
Praticamente quase toda a população de uma localidade possui um aparelho de rádio.
Os primeiros inventos que possibilitaram a concretização do rádio como meio
de comunicação de massa também datam do século XIX. As primeiras emissoras
de rádio norte-americanas datam de 1920 e as do Brasil, entre 1922-25, tendo
seu clímax nos anos 30. A “voz” do rádio, bem como seus musicais,
programas de auditório , o rádioteatro e até seus comerciais serão
posteriormente absorvidos pela televisão.
A televisão surgiu nos anos 40 nos Estados Unidos e ,nos anos 50, no
Brasil. É um “liqüidificador cultural”, pois é capaz de diluir Cinema,
Teatro, Música, Dança, Literatura, etc, num só espetáculo, além de ser um
meio de entretenimento. Para Muniz Sodré, esse que é o meio de comunicação
mais poderoso, aquele que mais influencia o receptor, portanto o meio mais
persuasivo que existe, é responsável por uma relação social abstrata,
passiva e modeladora dos acontecimentos: o receptor recebe a mensagem pronta
através de imagens que consome imediatamente, sem que haja tempo de refletir
sobre elas. Tais imagens atingem o inconsciente do receptor, que passa a ter
suas idéias condicionadas àquelas recebidas através da TV. Em suma, como se
diz popularmente, é um meio que “faz a cabeça” do receptor , de tal forma
que ele nem perceba isso: ele obedece e
cumpre “suas ordens” sem se dar conta.
Além disso, é um veículo de comunicação que nada exige do receptor
em termos de esforços e de conhecimentos: não é preciso saber ler e escrever,
basta girar um botão (o que não requer prática nem habilidade) para se ter
acesso à sua programação, que também não é da escolha do receptor, mas sim
uma programação imposta a ele pelas emissoras. Muniz Sodré a chama de
“visitadora da família “ e dia que não é o receptor quem assiste à
televisão, mas sim é ela que assiste a ele. No Brasil, as emissoras de TV são
essencialmente comerciais, tendo apenas uma emissora cultural : a TV Cultura.
Dessa forma, a TV é o mais eficiente balcão de anúncios dos produtos
nacionais e estrangeiros que, devido à força persuasiva desse meio, são
consumidos desesperadamente pelos telespectadores, até mesmo os produtos que não
tenham qualquer utilidade para ele. Como tudo que a TV lança ou vende vira
moda, e como o telespectador deseja estar sempre na moda, ele adere a essa moda
sem pestanejar.
Com a multiplicação dos canais de TV e com o surgimento das TVs por
assinatura, teve-se a ilusão de que o telespectador passou a ter maior
possibilidade de escolha de programas de televisão e que a democracia havia
chegado aos meios de comunicação de massa, principalmente a esse que é o mais
poderoso. Para Luiz Fernando Santoro, essa democracia é mesmo pura ilusão: se
ao contrário do que se pensa (“a informação tem poder”), numa sociedade,
tem poder quem tem a informação e, se essa informação é veiculada de
maneira conveniente a esses poderosos (de modo a mantê-los poderosos), se esses
poderosos pertencem a uma classe privilegiada formada por um número muito
reduzido de pessoas, o que existe, na verdade, é uma ditadura comunicativa. No
Brasil, há 3.000 emissoras de rádio e 500 emissoras de TVs, controladas por
apenas 9 famílias brasileiras, que também controlam as novas tecnologias de
comunicação, como as TVs a cabo, por exemplo. As TVs por assinatura contêm
dezenas de canais internacionais e pouquíssimos canais nacionais, o que
significa uma oportunidade do 1º mundo dominar o 3º
(globalização cultural e política) com sua cultura, além de esmagar a
cultura brasileira. Inculcar uma ideologia, doutrinar e tudo que a televisão
mais tem feito não sinônimos de
democracia. São, na verdade, uma antítese, um paradoxo.
A Internet tornou-se o mais novo e mais eficaz
meio de comunicação de massa. Por isso, ainda é o menos abrangente, já
que para ter acesso a ele, é preciso ter um computador, uma placa de “fax
modem”, uma linha telefônica e um provedor de acesso...
Sempre que um novo meio de comunicação surge, o otimismo da democratização dos meios de comunicação toma conta daqueles que a desejam. Essa democracia, porém, só será possível no dia em que mudanças políticas diminuírem a distância entre os indivíduos que têm e os que não têm a informação, retirando do controle comunicacional os poderosos de sempre, pois se os novos meios de comunicação tiverem os mesmos donos dos meios existentes, eles serão tão tendenciosos quanto eles. Além de veicular um “saber comum” tendencioso e conveniente à manutenção da classe dominante no exercício do poder, os meios de comunicação são criticados (principalmente a TV) por nivelarem tal conhecimento “por baixo”, utilizando uma linguagem “pobre” , visando o “empobrecimento” da mensagem original. A cultura advinda dos meios de comunicação de massa é chamada CULTURA DE MASSA, opondo-se à cultura de elite, que é de alto nível, de qualidade, advinda dos meios intelectuais da sociedade, aquela que só vai dominar no dia em que toda a sociedade tiver maior escolaridade, em que a Educação for prioridade: aquela que leva qualquer sociedade a pertencer ao PRIMEIRO MUNDO.